Manifesto Aplicado do Neo-Surrealismo Céu Cinzento O Abominável Livro das Neves

Anti-Direita Portuguesa

ESQUERDA NÃO PARTIDÁRIA

LIVRE-PENSADORA

domingo, junho 25, 2006

  • O MUNDIAL DE FUTEBOL 2006

    A Alemanha ficou apurada ao vencer a Suécia por 2-0.
    A Argentina venceu o México por 2-1, mas só no prolongamento.
    A Inglaterra venceu o Equador por 1-0.
    Maniche marcou um grande golo à Holanda e colocou Portugal a vencer por 1-0.
    Costinha, que tinha obrigação de ter mais cuidado para não prejudicar a selecção, num acto irreflectido jogou a bola com a mão, viu segundo cartão amarelo e o consequente cartão vermelho, aos 45 minutos.
    CristianoRonaldo ficou lesionado numa entrada faltosa e maldosa do jogador holandês Boulahrouz, logo aos 7 minutos e, um pouco mais tarde, aos 32 minutos, foi substituído por Simão Sabrosa. Sem desconsiderar Simão Sabrosa, o pior futebol é este, enfraquecer a equipa adversária lesionando os melhores jogadores.
    Costinha conhece as regras do jogo, e sabia que se jogasse com a mão seria expulso. Num ambiente de grande tensão psicológica esqueceu-se disso e prejudicou toda a equipa, que passou a jogar com dez jogadores contra onze.
    Aos 48 minutos Portugal teve muita sorte, quando Cocu rematou à barra. A sorte também faz parte do jogo.
    Aos 59 minutos até Luís Figo se descontrolou e deu uma cabeçada em Van Bommel. Ficou nas mãos do árbitro que tanto podia mostrar o cartão amarelo como o vermelho, embora a cabeçada não tenha sido muito violenta, mas também o mais usual nestes casos é mostrar o cartão vermelho. Aos 74 minutos o holandês Sneijar empurrou Petit, fazendo algo semelhante ao que fizera Luís Figo e o árbitro seguiu o mesmo critério, mostrando o cartão amarelo.
    Aos 72 minutos Boulahrouz deu uma cotovelada na cara de Luís Figo e foi expulso com segundo cartão amarelo.
    Deco também se descontrolou e foi expulso com segundo amarelo. Aos 90 minutos o holandês Van Bromckhorst foi expulso também com segundo cartão amarelo.
    Aos 84 minutos entrou Tiago para o lugar de Luís Figo.
    Foi um jogo muitíssimo emotivo, mas sob o ponto de vista desportivo muito desagradável, com demasiadas faltas. Quem começou a onda de faltas muito desagradáveis foi o holandês Boulahrouz que lesionou, maldosamente, Cristiano Ronaldo.
    Seria um jogo muitíssimo mais agradável se tivessem jogado até ao fim onze contra onze.
    Milhões de portugueses que gostam de futebol, vivendo em Portugal, ou em qualquer outra parte do Mundo sentiram uma grande alegria com esta vitória desportiva. Em tempo de crise, com o futuro incerto e sombrio o desporto deu alegrias intensas, que de outro modo seriam impossíveis.
    Uma actividade de convivência universal de Paz proporcionou alegria a muitos portugueses humilhados e ofendidos pela pesada opressão do quotidiano. Uma das expressões mais selváticas dessa opressão do quotidiano pelas oligarquias é a Equipa, toda a Equipa, da Central da Impostura, pomposamente designada de «Jornal Expresso».
    Em Portugal vive-se uma época infeliz.
    A Central da Impostura chamada, pomposamente, de «Jornal Expresso» é a expressão máxima da estupidez portuguesa ‘instruída’ 2006, com as suas imposturas mafiosas. Esta Central da Impostura é uma espécie de Guantánamo comunicacional para quem é, efectivamente, de Esquerda. É um sacrifício tremendo ler aquela porcaria (de «jornal?»), mesmo que muito raramente.