Manifesto Aplicado do Neo-Surrealismo Céu Cinzento O Abominável Livro das Neves

Anti-Direita Portuguesa



quarta-feira, junho 30, 2004


    Falhamos muitos golos, sempre conseguimos marcar três no jogo com a Holanda e estamos na final do EURO 2004 (embora um dos golos tenha sido na baliza errada, mas os holandeses é que não marcaram nenhum golo.)
    Futebol é cultura, futebol é cultura de massas, que dá alegria sincera ao povo, e aos esquerdistas desta equipa também.
    Vivamos o momento PRESENTE, vivamos a alegria do momento presente. Também temos direito à alegria.

    terça-feira, junho 29, 2004


    Os palhaços empregados das petrolíferas americanas são o «governo» do Iraque.
    O chefe dos Piratas Paul Bremer já fugiu do campo de batalha, antes que levasse um tiro. Os seus criados de quarto dirigem agora a guerra contra o povo do Iraque e contra a Resistência que o representa - é o triunfo da Barbárie Petrolífera em nome da Democracia.


    É o triunfo na UE do desprezo pela Carta das Nações Unidas, do desprezo pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, do desprezo pela Paz, do desprezo pela independência da França e da Alemanha, do desprezo pelo martirizado povo da Palestina, esmagado pelos israelitas.
    Bush parece estar de saída, um bandido, assassino, torturador, ladrão de petróleo, mentiroso assumido, inimigo dos povos árabes, representará a União Europeia - uma nova Idade das Trevas caiu sobre a União Europeia que perdeu, claramente, a sua superioridade moral. Está mesmo perdida, temporariamente.

    segunda-feira, junho 28, 2004


    O eleitorado escolheu Durão Barroso para governar o país, não escolheu Santana Lopes.
    Nas últimas eleições a Direita ficou em clara minoria, entre os que votaram.
    A única solução democrática, caso Durão Barroso se demita de PM é consultar o eleitorado, aravés de eleições. Não consultar o eleitorado, através de eleições é anti-democrático.

    domingo, junho 27, 2004


    Tudo indica que o PR Jorge Sampaio vai trair a esquerda e a maioria do povo prtuguês, obedecendo à dupla Santana Lopes-Paulo Portas e aos comentadores da Direita Portuguesa.
    Jorge Sampaio parece que não quer ouvir a opinião do eleitorado português e quer lançar Portugal para a catástrofe, ao recusar convocar eleições legislativas!!!
    Tão amigos que nós éramos!

    sexta-feira, junho 25, 2004



    Portugal 2 - 2 England aet
    Portugal win 6-5 on penalties

    The same old story

    Postiga; Rui Costa | Owen; Lampard

    Kevin McCarra in Lisbon
    Friday June 25, 2004
    The Guardian

    A penalty shoot-out was England's misery once more. After misses from David Beckham and Darius Vassell they lost it 6-5 to be eliminated from Euro 2004 in this quarter-final. Sven-Goran Eriksson will not be lucky enough to have this evening recalled solely as a ghastly addition to the gallery of anguish.
    He raised a whole new battalion of critics here. Enjoying a 1-0 lead that had been attained with a balanced approach, the manager sought to retain it by replacing Paul Scholes and Steven Gerrard so that the midfield had a conservative air. The pair were tiring, but, as in the defeat by France, the opposition were offered the initiative and snapped it up. After 83 minutes Beckham could not stop the substitute Simao from piloting an in-swinging cross and, with John Terry making a poor jump, another substitute Helder Postiga scored with a fine header. The man whom Spurs might wish to junk was abruptly treasured by the Portuguese.

    For good measure he was also to hit the net with a puckish penalty in the shoot-out. Before all that a brutal drive from a third substitute, Rui Costa, after 20 minutes of extra-time had put Portugal 2-1 in front and seemed likely to cap their comeback. A tenacious England hauled the score level five minutes later when Frank Lampard swivelled to convert a Terry knock-down from Beckham's corner- kick.

    There were searing events to be endured by both sides. Eriksson's men have a particularly intricate tale of woe. They thought they had clinched the match in the last minute of normal time when Sol Campbell forced in a corner at the second attempt but the referee Urs Meier ruled controversially that Terry had impeded Ricardo, the goalkeeper who would later bring down the curtain by firing in the final penalty.

    There was all sorts of mischief from the fates. Wayne Rooney, acclaimed as a match for Beckham in celebrity, collected one of the captain's old injuries, breaking a metatarsal and leaving the match after 27 minutes. Perhaps, if he could have stayed, the team's positive attitude might also have been sustained.

    Hurt and grievance: England have had their fill of them. Yet there was far more to the contest than gothic horror. The side had their opportunity to make this game end in their favour. The melodrama was a consequence of a situation mishandled. Until Eriksson meddled with matters, his side had never lost sight of weaknesses on which they might prey.

    Call it opportunism or counter-attack but England's method could have brought more than a 1-0 lead at half-time. Michael Owen, after four appearances without a goal, had put them ahead as early as the third minute.

    The generally dependable Costinha headed a long clearance from David James between his two centre-backs. Owen, at his most alert and intuitive, spun round to whirl the ball beyond Ricardo with his right foot.

    England did not immediately falter when Rooney was hurt either. It would have been a slur on their professionalism had they been seen to be demoralised by the departure of a mere youth. With 30 minutes gone, Owen could have had his second goal, taking advantage of further hesitation in the back four and striking the drive that Ricardo saved excellently for a corner.

    England, implementing a plan fastidiously, had frequently prevented the duels developing between their full-backs and the Portuguese wingers that the coach Luiz Felipe Scolari had envisaged. Midfielders were often on the scene to harass and there was scarcely any classical dribbling to test Gary Neville. On the other flank Ashley Cole was trenchant for the full two hours.

    Until deep into the second half the team did not look ready to budge from Lisbon. After 19 minutes Gerrard drove play through the middle and a hooked pass set up Owen for a chance that he lobbed on to the roof of the net. Two minutes later, when Beckham and Neville combined, Campbell ought not to have missed the target with his header.

    Portugal, inevitably, were not quiescent. James had to tip over a Maniche 30-yarder and he caused alarm later when fumbling a Luis Figo effort following a Miguel cross. Even so, the relatively low level of anxiety was a welcome surprise for England.

    That did not prevent them from making the fatal mistake of deepening their conservatism. Twelve minutes into the second half, a dumbfounded Scholes realised that he was being substituted. It was incidental that his replacement Phil Neville thereby earned his 50th cap, making himself and Gary the first brothers both to reach that landmark with England.

    Eriksson's side had lost to Scolari's Brazil at the 2002 World Cup after holding the lead and there was to be a heavier, ill-advised emphasis on prudence here. The combative substitute went to the centre of midfield, with Gerrard obliged to stomp off to the left before he too was withdrawn.

    England's ability to hold the ball was reduced. That factor had some bearing on France's comeback against Eriksson's team at the start of this competition, but the view seemed to be that Portugal were foes of a lesser order. Most likely they are, with Figo twice wasting the sort of free-kick opportu nity from which Zinedine Zidane scored.

    It was important for England to stop such situations arising at all and Eriksson will have been proud of the several occasions when challenges were made well before Portugal could develop impetus. James, all the same, had to turn a low drive from Figo round the post in the 74th minute.

    Portugal's captain was taken off immediately and Postiga introduced in his stead. Premiership observers scoffed but were proved to be as wrong in that verdict as Eriksson was to be in his own substitutions.

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    Guardian Unlimited © Guardian Newspapers Limited 2004

    quinta-feira, junho 24, 2004




    perguntando luna

    Um dia, ou num dia, como este, assim, solarengo e longo de espaçadas horas longas que demoravam a passar, vivia um homem, de 30 anos, numa pequena aldeia, numa pequena cabana, num pequeno refúgio, mas junto ao mar. Ele era marinheiro. Era do mar que ele vivia. Todas as madrugadas acordava e montava a sua pequena rede para ir pescar, no seu pequeno barco, na sua pequena vida, no seu pequeno embalar, ao seu imenso mar. Porque era do mar que ele vivia. Do mar e dos seus peixes.
    Um dia assim, como este, assim como este, ele saiu para o mar e, desta vez, porque o peixe começara a rarear no seu percurso quotidiano de pesca, ele resolveu aventurar-se um pouco mais para longe. Para longe, para mais longe, e para o mais mar adentro. Chegou a um sítio em que as águas eram muito límpidas. Ele nunca lá havia estado. Olhou as águas como quem procura o amor que naufragou algures, como quem procura um velho tesouro de imaginação de criança, como quem procura apenas o procurar. E ele olhou as águas e... quanto não foi o seu espanto quando ele viu, com uma nitidez cristalina, uma sereia espelhada nas mesmas águas, uma criatura mulher e peixe, uma criatura mágica que o olhava. Mas... aquilo assustou-o. Ele era apenas um homem simples e temia o estranho. O estranho a ele, estranho àquilo que não reconhecia e com que não se identificava. Remou o mais rápido que pôde para a costa. E voltou. De mãos vazias.
    Passaram-se alguns dias e ele tinha que voltar ao mar. O mar era o seu sustento e ele não sabia fazer mais nada na vida. Voltou no seu pequeno barco, outra vez, outra vez, pelo mar adentro outra vez. Ele não queria voltar ao sítio das águas límpidas, o sítio onde vira a sereia, mas como o peixe era cada vez mais raro, mais uma vez ele voltou ao mesmo sítio. Ali mesmo. Ali mesmo onde imaginas. E ele não queria encarar as águas, porque tinha medo, queria apenas jogar a rede de olhos vendados, pescar o mais que pudesse e partir, pois tudo aquilo lhe fazia uma confusão extrema. Nunca vira nada assim. Criaturas como aquelas não existiam. Talvez fosse apenas uma insolação causada pelo sol forte. Pelo sol forte como este. Pelo sol forte como num dia como este. E ele iludia-se com este pensamento até que um raio de sol quente, isqueiro de fogo, nos seus olhos os fez baixar. E ele baixou-os na direcção das águas. Esfregou-os a custo e... outra vez. Ali, nas águas límpidas e cristalinas, era outra vez a sereia, era outra vez ela que olhava para ele. E mais uma vez aquilo o perturbou. Mais uma vez remou o mais rápido que pôde até à costa. Mais uma vez voltou. Mais uma vez pensou não voltar nunca mais. Nunca mais. Ao mar.
    E os dias foram passando. A fome já começava a ser alguma e ele precisava trabalhar. Mas a fazer o quê? Ele só sabia pescar. Apenas. Só sabia pescar. E só sabia pescar. Apenas.
    Resolveu ir até à aldeia à procura de trabalho. Tinha dois braços e duas pernas, talvez conseguisse alguma coisa. Mas, mesmo se o conseguisse, ele sentia que nunca poderia ser mais o mesmo. Porque ele amava o mar. Mas sentia que este o estava a trair. A traí-lo com visões do que não existia, a enlouquecê-lo, a fazerem-no ter medo, a não ser mais bem vindo. Não se atrevia a contar aquela história a quem quer que fosse. Iam-no tomar por louco, iam mandá-lo procurar um médico. E ele sofria com aquilo. As pessoas perguntavam o porquê de ele não voltava mais ao mar e ele, envergonhado, encolhia os ombros. Não sei, um dia. Um dia hei-de voltar. Mas duvidava. Que existisse. Esse mesmo. Um dia.
    Ao chegar à aldeia deparou-se com uma grande agitação. As pessoas estavam todas reunidas na velha, mas grande, praça, todas numa grande algazarra, todas numa grande confusão. O que foi, perguntou a alguém. O mesmo alguém respondeu: É o mercador de sonhos. Ele voltou outra vez. Olha para as coisas bonitas que ele trouxe. Mas ele não conseguia ver nada. Rompeu pelo meio da multidão e irrompeu até ao centro. O centro onde estava. O mercador de sonhos. E as grandes novidades que trazia. O mercador de sonhos olhou para o marinheiro. Bom dia amigo, queres ver a grande novidade que trago para vós? Nunca viste nada assim! Sim, respondeu ele. Hesitante. E o mercador de sonhos sorriu. Sorriu e fez desfraldar o grande objecto que trazia. As pessoas suspiraram de espanto. Nunca tinham visto nada assim. Nunca tinham visto um espelho. O marinheiro encolheu-se sentindo o sorriso do mercador de sonhos. Olha, olha para lá, disse este. E o homem olhou. E por pouco não morreu de susto. Porque não era no mar que ele estava. Porque não era debaixo de um sol tão forte. Porque não era só ele que ali estava. Porque não eram as águas límpidas e cristalinas. E porque sem todos estes mesmos porque... era a sereia que, outra vez, ele via. Só que agora no espelho. Sentiu-se cambalear, estava definitivamente louco, não havia dúvida alguma. Louco!? O que seria da sua vida agora? Já não conseguia estar no mar e, agora, já nem sequer na terra ele conseguia. Afastou as pessoas ao redor de forma brusca sem pedir licença e, já fora da velha praça, desatou a correr e a correr. A correr em direcção à montanha, a correr em direcção à falésia. E, lá mesmo em cima, tendo o mar lá embaixo como um enorme abismo, deixou-se oscilar na ponta do precipício com as pontas dos pés. Os pensamentos dançavam na sua cabeça. A história da sereia estava a acabar com a sua sanidade mental. O que é que seria dele agora? O que é que iria fazer da sua vida? Nada. Sentia que não conseguiria fazer mais nada.
    Deixou-se cair. Deixou-se cair no mar.
    E passaram dois segundos em que ele não veio à tona. E passaram dois minutos em que ele não veio à tona. E passaram duas horas em que ele não veio à tona. E passaram dois dias. E passaram dois anos. E o tempo foi passando, mas ele não morreu.
    Porque ele era uma sereia.
    Porque os marinheiros só existem na imaginação das sereias.

    Ricardo Mendonça Marques


    1) Aspectos negativos - para a União Europeia.
    2) Principal aspecto positivo - os portugueses viam-se livres dele.

    terça-feira, junho 22, 2004


    Comemora-se hoje um aniversário Pomposo do vergonhoso, Pidesco, Inimigo da Democracia, Fascista, Ministério Público dirigido, pelo mais que suspeito de graves atentados contra a Declaração Universal dos Direitos do Homem Souto Moura, que em meu entender, deveria ser demitido, investigado, julgado e condenado a prisão efectiva.
    Por quais razões os esquerdistas comparam o Ministério Público à PIDE e aos Tribunais Plenários Fascistas?
    Esta comemoração é VERGONHOSA!

    segunda-feira, junho 21, 2004

  • E 2004 - GRUPO A


    SD - SONHO causado pelo voo de uma abelha em volta de uma romã, UM SEGUNDO ANTES DO DESPERTAR

    Os portugueses têm direito ao sonho e ao Presente, especialmente aqueles que não têm futuro.


    Dali prejudicou a Espanha, porque o guarda-redes russo pôs-se a pensar neste quadro e, por isso deixou entrar um golo, e a Espanha foi eliminada. Dali favoreceu a Grécia.

    domingo, junho 20, 2004


    Quando eu tinha para aí uns 14 meses e a paixão pelo jornalismo me consumia de manhã à noite fui ter com a amante nº 3 do namorado da minha prima e dise-lhe que queria ser jornalista. E ela disse-me « Só vai para jornalista quem não sabe fazer mais nada». Tenho-me lembrado disto nestes dias quando leio os três jornais de «Referência» da Máfia Italiana, que são o Público, o Expresso e o Diário de Notícias, quando vejo os jornalistas-vigaristas transformados em heróis nacionais, sem que nada, nada de rigorosamente verdadeiro tenham dito nos noticiários das televisões portuguesas, visto que os pivots das televisões ganham milhares de contos por mês para mentirem a um povo inteiro, tratado como um bando de burros, embora haja autarcas muito inteligentes como Isaltino de Morais que têm um sobrinho taxista com dinheiro na Suiça. Na Democracia há Liberdade de ser corrupto e se algum inspector da Polícia Judiciária é honesto é DESTERRADO PARA O TARRAFAL, digo para Cabo-Verde.
    Quando vejo os jogadores da selecção nacional a ganhar à Rússia fico contente, mas quando vejo o vigarista-honesto José Rodrigues dos Santos fico contentíssimo.
    Para além de lhes dar todos os luxos, conforto e condições de trabalho, para além de os e os e as remunerar com milhares de contos por mês, os padrinhos das televisões públicas e privadas exigem que eles e elas mintam, descaradamente, todos os dias – Manuela Moura Guedes, Rodrigo Guedes de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e José Alberto Carvalho! Assim ficamos a saber que a Noruega fica na Ásia e Israel na Escandinávia, que o Presidente Bush nunca mente, que o governo de palhaços que vai tomar posse no Iraque não trabalha para a BP nem para qualquer petrolífera norte-americana, que assassinar, torturar e roubar os iraquianos é um alto serviço prestado à Declaração Universal dos Direitos do Homem.
    Quanto aos heróis nacionais eles são os vigaristas George W Bush, Anthony Blair, José Pacheco Laranjeira, Vasco Graça Judia, Vaclav Havel, Kwasnievsky, Paul Wolfowitz, Paul Bremer e Ariel Sharon.
    Como se diz em Cabo Verde – a Catherine Deneuve é uma grande actriz e os portugueses honestos são desterrados para o Tarrafal!

    sábado, junho 19, 2004


    «O existencialismo é um Humanismo» - João Paulo Sartre

    sexta-feira, junho 18, 2004

  • O mar de petróleo

    «A alegada cumplicidade entre o Iraque e a Al Qaeda nos atentados de 11 de Setembro não foi provada. Das armas de destruição em massa, nem rasto.
    Então porque invadiram e destruíram o Iraque?
    Paul Wolfowitz, subsecretário de Estado da Defesa da Administração Bush, já em 2003 dava a resposta: “O país nada num mar de petróleo”.»
    (In blog Margem Esquerda)

  • IDENTIDADE - Alteridade

    Identidade e Alteridade, ou a ideia do Eu e a ideia do Outro, são aspectos essenciais a toda e qualquer análise.
    Eu e o Outro, é sempre desta relação dialéctica que toda e qualquer evolução, todo e qualquer relacionamento social e humano, toma o mais completo sentido. O Outro constrói a ideia que eu tenho do meu Eu. Pelo outro lado, é sempre no Outro que eu projecto as minhas aspirações e os meus receios.
    Embora Eu e o Outro sejamos iguais, enquanto entidades equivalentes dentro do mesmo espaço e tempo, a nossa relação está sempre condicionada e repleta de juízos de valor e de escalas de atitude. O peso social e simbólico, que certas categorias dicotómicas como branco\negro, dominador\dominado ou colonizador\colonizado ostentam, faz com que se assuma um peso deveras preponderante porque se torna inerente a uma ordem social determinada que se transforma numa realidade manifesta.
    É por isso que Eu e o Outro nunca somos iguais. Estamos sempre condicionados por inúmeras escalas de importância perante aquilo que se determina como sendo os valores da sociedade dominante. Logo, se bem que Identidade ou Alteridade não sejam conceitos estáticos, visto que um não existe sem o outro, ou que ambos não existem sem o tempo e o lugar, a verdade é que, segundo determinadas regras e postulados, eles se tornam como uma coisa em si e determinada; esquecendo-se dessa mesma interacção dialéctica de evolução e de aprendizagem.
    Torna-se muitas vezes difícil definir quem é o Eu e quem é o Outro. Na maior parte das vezes apenas se vai sendo um e o outro em contínua transformação. É certo que o Eu, que a Identidade, é sempre algo que se fragmenta e que se procura. É nesta mesma fragmentação que o Outro tem sempre o seu lugar. É sempre o lugar do Outro que posiciona o meu, é sempre através dos olhos dele que eu me revejo e projecto, mesmo se se tratando de uma Identidade que está sempre em permanente procura e em permanente construção.


    Ricardo Mendonça Marques (Extracto de Tese de Mestrado)

    quinta-feira, junho 17, 2004


    1) Os bárbaros e miseráveis editoriais de José Manuel Fernandes no Público
    2) A miserável presença de oficiais da Direita Portuguesa, fardados com as fardas das Forças Armadas Portuguesas, NAS TELEVISÕES PORTUGUESAS EM APOIO DA IGNOMINIOSA BARBÁRIE EM NOME DA «DEMOCRACIA»!!!
    3) As miseráveis declarações de Durão Barroso, Paulo Portas e João de Deus Pinheiro contra a Carta das Nações Unidas e contra a Declaração Universal dos Direitos do Homem – divulgadas pela RTP, SIC e TVI, pelo Expresso, pelo Diário de Notícias, como se estivessem certas. Monstruosa comunicação social apologista da Barbárie e da Lei do Far-West!!!
    4) A miserável reportagem da BBC dizendo que os iraquianos ficaram mais Felizes com os assassinatos em massa com aviões de alta tecnologia e Alta Barbárie, com Brutalíssimas Torturas, ORDENADAS POR G W BUSH E RUMSFELD, COM O ROUBO DO SEU PETRÓLEO...!!!!
    5) Tudo isto isto, toda esta super-barbárie apoiada pelo Público, pelo Expresso, pelo Diário de Notícias, pela TVI, pela SIC - SIC-Notícias, pela RTP paga com os nossos impostos, até custa a crer, ma é a relidade opressiva da Direita Portuguesa, contra a maioria do eleitorado português!!!!

    quarta-feira, junho 16, 2004


    Dois elementos da equipa deste blog tiveram a sorte de serem contemplados com um bilhete para cada, para o jogo Portugal-Rússia, no sorteio feito pelo Euro 2004, para os candidatos internéticos.
    O futebol é um desporto de massas, que provoca as quase únicas alegrias aos cerca de um milhão de pobres de Portugal.
    É preciso viver o momento presente!
    Portugal tem que vencer a Rússia – o grito esquerdista hoje é Portugal, Portugal, Portugal, Portugal, Portugal.

    Portgal 2 - Rússia 0

    A Rússia tem uma boa equipa, Portugal mereceu ganhar.
    Contra oa «Velhos do Restelo», nós dizemos que os portugueses pobres, os portuguses honestos, aqueles que pagam os impostos até ao último cêntimo, vibraram de alegria com a vitória da selecção portuguesa de futebol, é preciso ter direito ao momento PRESENTE, nós também temos direito ao momento presente.


    Sabemos que muitos portugueses odeiam a Matemática, alguns até têm fobia à Matemática, não é um exercício de Sadismo, estilo Guantanamoschwitz ou Irakschwitz, é que a Matemática dá muito jeito.
    Durão Barroso – Perdemos ou ganhamos as eleições?
    Paulo Portas – Quem ganhou foi a abstenção.
    Durão Barroso – Tivemos 33,2% dos votos, tudo bem. Sempre tivemos mais que o PCTP-MRPP.
    Quanto teve a esquerdalha do PS+PCP+BE juntos?
    Dá-me a máquina de calcular.
    Paulo Portas – Pergunta à Manuela Ferreira Leite.
    Durão Barroso – Ela não sabe a tabuada.
    Paulo Portas – É 44,5%+9,1%+4,9%. É mais ou menos que 33,2%?
    Durão Barroso – Está aqui o Isaltino de Morais a dizer que 44,5%
    9,1%+4,9%=58,5%, ele aprendeu Matemática na Suiça.
    Paulo Portas – Pergunta ao Vasco Graça Moura.
    Durão Barroso – Esse chumbava no exame da 4ª classe a Matemática. Tenho uma ideia – se em vez dos tais 33,2% tivésemos tido os presumíveis 58,5% (dá-me a máquina de calcular) teria sido bem melhor.

    Faça você um pequeno exercício de Matemática.
    Quantos seres humanos estão na fotografia?

    terça-feira, junho 15, 2004

  • EURO 2004

    Alemanha - Holanda
    Que Alemanha vamos ter no século XXI?
    A Alemanha da poesia sublime, da música ímpar, da beleza, anterior ao monstruoso Zaratustra, o teorizador do ódio à democracia, à compaixão e às classes populares, o teorizador da barbárie, que depois foi aplicada?! (E ainda é pela Coligação de Piratas que ocupam, filantropicamente, o Iraque!!!)

    Alemanha 1 - Holanda 1

  • EURO 2004

    Vitória expressiva da Suécia – 5 a 0 à Bulgária.
    A Suécia é um país simpático
    1) Não mete na cadeia mulheres por praticarem aborto, respeita as mulheres, não as tortura psicologicamente e fisicamente
    2) Não faz parte da NATO, não é militarista, vive em Paz
    3) Vive-se bem lá
    4) É um país conhecido pelo Prémio Nobel da Paz, não da Guerra Preventiva
    5) É a imagem da União Europeia modernizada, do século XXI
    6) É um país onde as pessoas estudam e lêem livros
    7) A Suécia faz-nos lembrar o contrário da Tortura e da Guerra – a Liberdade, o respeito pela Carta das Nações Unidas, o respeito pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e da Mulher, a beleza da Vida e a criatividade universal.


    1) A Esquerda deve começar já a lutar por uma clara maioria absoluta no próximo Parlamento português.
    2) Escolher o candidato certo para vencer as eleições para Presidente da III República.
    Nós vamos fazer um ataque preciso, fundamentado, continuado, ao principal candidato a PR da Direita, logo que seja anunciado oficialmente.
    Não perderemos tempo com candidatos da Direita secundários.
    Somos uma equipa de ataque, sempre ao ataque, em ataque continuado.
    Os esquerdistas «não têm emenda», não têm medo da PIDE, só há uma maneira de os calar, a preconizada por Vasco Graça Moura, que é colocá-los todos na cadeira eléctrica. Mas Salgueiro Maia não permite tal coisa, mesmo sem já estar entre nós. A ele, sim, devemos a nossa Liberdade.


    Mulheres julgadas por praticarem aborto!!! CRIMINOSOS são os fascistas que fizeram a lei, os fascistas que não deixam modificar a lei, os fascistas que as prenderam, os fascistas que as estão a acusar e os fascistas que as estão a julgar.
    Esta Tortura, chamada «julgamento» é um crime de Estado.
    Como dizia Sartre, a culpa dos crimes é de quem os pratica, de quem os ordena e de quem os apoia – é isto a MODERNIZAÇÃO DA INQUISIÇÃO.
    Leis fascistas, polícias fascistas, procuradores fascistas, juízes fascistas.
    Estes Tribunais Plenários Fascistas em nome da Democracia têm que acabar.
    Abaixo o Fascismo e a Inquisição, lutemos pela Liberdade.

    segunda-feira, junho 14, 2004

  • EURO 2004

    Os portugueses unidos pelo futebol vêem a Grécia vencer por 2-1.

    Arte de Zidane

    surpreende inleses

    Inglaterra 1- França 2

    Zidane trouve la clé anglaise

    Groupe B. Barthez arrête un penalty de Beckham et le capitaine français marque deux buts dans les arrêts de jeu.

    Par Gregory SCHNEIDER

    lundi 14 juin 2004 (Liberation - 06:00)

    France-Angleterre 2-1 Buts pour la France: Zidane (90e+1, 90e+3 s.p.) But pour l'Angleterre: Lampard (38e)

    ier soir, le stade de la Luz de Lisbonne était à 80 % blanc et rouge. Blanc, comme la couleur du maillot anglais, rouge pour ceux ­ toujours anglais ­ qui affichaient un coquet penchant pour le second maillot de leur équipe préférée. Chaque camp s'étant équitablement vu attribuer 13 500 billets, il faudra un jour expliquer comment les plans B des Britanniques (tour-opérateurs, marché noir, enchères sur l'Internet...) leur permettent de débarquer en force sur ce genre d'événement. A la Luz, les supporters des Bleus ont été écrasés.


    Sur la pelouse, les Tricolores l'ont emporté, à l'issue d'un finale hallucinant. Deux buts de Zinédine Zidane dans les arrêts de jeu ont complètement fait basculer un match que l'équipe de France a paru avoir perdu vingt fois, tout au long d'une rencontre parfaitement cadenassée par une très austère équipe anglaise. La faute à l'enjeu, multiforme, phénoménal, même si la faible prestation proposée plus tôt dans la journée par la Suisse et la Croatie (0-0) laissait au perdant l'espoir de surmonter une défaite inaugurale. La faute, aussi, au véritable auteur de la pièce qui s'est jouée hier soir à Lisbonne : l'entraîneur suédois Sven-Göran Eriksson, devenu en 2001 le premier étranger sélectionneur de l'équipe nationale. Comme la presse anglaise le déteste, elle parle souvent de son salaire (4 millions d'euros annuels) et de ses contrats publicitaires. L'homme est intelligent, cultivé (il a entraîné en Suède, en Espagne, au Portugal, en Italie). Le seul club où il soit un jour revenu, c'est Benfica : sur la pelouse de la Luz, il est chez lui. La légende dit ça : alors qu'il avait 1 an, Sven-Göran a été surpris par ses parents alors qu'il plaçait des Lego sur un mini-terrain de foot. Ce pragmatique, qui pose interminablement ses yeux délavés sur son interlocuteur avant de lui répondre, avait certainement commencé par placer les défenseurs.

    Parachutiste. Parce qu'à Lisbonne, au coup d'envoi, il avait dressé une véritable herse entre ses buts et les attaquants bleus. Avec un gardien, huit joueurs pour faire du ciment, David Beckham en rampe de lancement et un seul parachutiste, Michael Owen, 24 buts en 54 sélections. Le sélectionneur tricolore, Jacques Santini, frétillait la veille à l'idée d'aborder face aux Anglais «une expérience humaine et sportive extraordinaire» : le début de match a eu la saveur incertaine d'un rush contre un mur en béton armé, la tête la première.

    Dans un tel contexte, pas question de s'abandonner au vent du sud. Patrick Vieira avait sorti sa boule de cristal avant la partie : «Ils joueront derrière pour ne pas prendre de but, très regroupés. Beaucoup d'accrochages et d'engagement. Normalement, je serai à l'aise.» En début de match, «le Long» est effectivement à l'aise. Ses coéquipiers, moins. Surtout Zinédine Zidane, clairement visé par les tacles de Frank Lampard et de Steven Gerrard. Quand ils ne mettent pas des coups, les Anglais attendent un coup de pied arrêté offensif. Le premier survient à la 38e minute. Beckham le dépose au premier poteau sur la tête de Lampard (encore lui). But.

    En deuxième période, comme s'ils voulaient marquer la place, les Blancs entreprennent un peu plus. Pires disparaît à son tour, alors que Zidane est toujours trop haut ou trop bas. A la 71e, le jeune attaquant d'Everton, Wayne Rooney, 18 ans, descend le terrain sur 40 mètres avant de se faire sécher par Mickaël Sylvestre en pleine surface : Fabien Barthez, qui a passé trois ans à Manchester à essuyer les penalties de Beckham à l'entraînement, explose sur sa droite et sort celui-là. On se dit que c'est un signe, que ça va peut-être tourner. Même si Henry est taclé par son garde-chiourme Ledley King, quatre sélections depuis hier.

    Mazurka. On joue les arrêts de jeu. Tout semble dit. Mais Zidane hérite d'un coup franc à 20 mètres. Il l'enroule sur la droite de David James, qui n'esquisse pas un geste. Les Anglais se disent qu'ils ne méritent pas ça. Pendant qu'ils se mortifient, leurs deux défenseurs centraux laissent un trou béant dans l'axe, où Henry s'en va quérir un ballon en profondeur. Sa pointe de vitesse lui permet de souffler la balle une fraction de seconde avant que James ne s'en empare : le portier de Manchester City emplafonne l'attaquant d'Arsenal, et l'arbitre allemand siffle sa seconde mazurka de la soirée. Revoilà Zizou. Penalty sur la droite, 2-1 pour les Bleus. L'arbitre renvoie tout le monde aux vestiaires dans la foulée. Le football spéculatif d'Eriksson est perdant. Enfin... les jours où Zidane est en face.

    (envoyé spécial à Lisbonne)

    France 2 - 1 England

    Zidane beats the clock and puts England in deep shock

    Zidane 90, 90 pen | Lampard 38

    Kevin McCarra in Lisbon
    Monday June 14, 2004
    The Guardian

    England had victory in their grasp with the full-time whistle imminent but, at the end, could only use their hands to clutch their heads in despair over their thunderous introduction to Euro 2004.
    As stoppage-time was announced they held the lead through Frank Lampard's goal and seemed unaffected by a penalty David Beckham had missed in the 73rd minute. Zinedine Zidane, though, used the seconds left for virtuoso punishment of English folly.

    When the substitute Emile Heskey clumsily brought down Claude Makelele, Zidane swerved home a superb free-kick. Then, with woe rampant in England ranks, Steven Gerrard, under pressure, half-hit a pass back and David James brought down Thierry Henry.

    Zidane was imperious with the penalty and another horrible night had descended on the England fans who had come in such numbers, with such trust. Their dejection had its counterpart on the turf, with the England captain Beckham already sobbing as he made for the tunnel.

    This was one of those matches that may resonate. With its dread, drama and eventual salvation, this may seem like the close of the haunting France have endured since being beaten by Senegal at the start of the 2002 World Cup. For England, it will gnaw at the players' minds even if they know that they are thoroughly capable of beating Switzerland and Croatia to leap from the foot of Group B table and into the quarter- finals.

    These men brood that something snapped just when they looked unbreakable. England had been able to ride out the angst of seeing Beckham, for the second consecutive time with England, being thwarted from the penalty spot. Wayne Rooney, breaking on the left, had been brought down by Mikaël Silvestre. Beckham struck the ball firmly but it rose a little to make possible a parry by his former Manchester United team-mate Fabien Barthez.

    Penalties are missed across the planet on a regular basis and this one was not the sin England should repent the most. It ought to have been easy to avoid bringing down Makelele, who is hardly a terror to defences, but Heskey made a blundering challenge. Sven-Goran Eriksson, for his part, should hang his head at a substitution that introduced vulnerability.

    The manager can claim that, in a broadly similar move, replacing tired attackers had worked perfectly in the goalless draw in Istanbul that took England to this tournament. France, however, are not Turkey. They enjoy the means, when desperation is upon them, to push their opponents back into areas where they will, like Heskey, malfunction.

    Gerrard's reputation is not unscathed either. Harried as he was by Makelele, the admiration for him is built on the assumption that he can cope with an awkwardly bouncing ball in such situations, or at least skelp it to safety.

    The counter-argument can be made that this game just happened to take a circuitous route to reach a fair conclusion. That, however, flatters France too much. Their technique is better than England and their squad deeper, but sport demands that superiority be proved again and again. If the means of doing that in a football match is by devising chances with their own ingenuity, then France struggled.

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    Ledley King, coming in for the injured John Terry to make his first competitive appearance with England, never twitched at the approach of Henry. In addition, Robert Pires's determination to victimise his Arsenal team-mate Ashley Cole was never fully achieved as the full-back, occasionally dishevelled, survived the test.

    The goal from Lampard was England's way of congratulating themselves for more than half an hour of concentration and covering against the technically adroit French. It came when Bixente Lizarazu, a veteran suspected of being a weak link, bundled over Beckham on the wing in the 38th minute.

    The England captain sized up the situation and whipped a flat free-kick to the near-post area where Lampard, eluding Silvestre, headed past Barthez. In such plain manner do intimations of fallibility arrive for a team. France had not given up a goal for 1,078 minutes, spanning 11 clean sheets, yet that vast confidence dissolved in an instant.

    There might just have been rewards for Jacques Santini's team before that and David Trezeguet, the renowned predator, would certainly have been expected to do better than put a snap header from a Patrick Vieira cross over the bar in the 15th minute.

    For the most part, though, France were only outdoing England in aesthetic terms. Eriksson had needed to persuade himself that resistance was needed to all that style; more important, he had to persuade his squad. They had obviously been indoctrinated.

    Rooney, with that marvellous unthinking brashness of a teenager, even barged in to legitimately knock Zidane off the ball at one point. Others, such as Paul Scholes and Gerrard, suggested that they were ready to pose a threat if they caught a glimpse of a possibility.

    France were struggling to maintain poise as England settled for a counter-attacking approach. Henry is seldom able to replicate his Arsenal spontaneity with France. There were moments immediately after the interval when he was able to twist and jink on the left before firing low balls into the area. The spell, however, passed.

    In its place came a degree of tetchiness, with bookings for Pires, Scholes and Lampard interrupted by indulgence towards a teenager when the referee ought to have shown Rooney a yellow card.

    England might have stilled the match with the penalty that could have concluded the contest. Beckham, and the others, must instead reckon with only the second defeat they have suffered under Eriksson in tournament play.

    The Marseillaise was ringing in the squad's ears at the close as the France supporters finally made themselves heard over the voices of England fans whose throats had been squeezed shut with misery. It is the lurid, agonising images of this tormenting match, though, that will linger in the minds of Eriksson's team.

    France: Barthez 9 ; Gallas 7 , Thuram 6 , Silvestre 5 , Lizarazu 6 ; Pires 7 , Makelele 6 , Vieira 6 , Zidane 9 ; Trezeguet 6 , Henry 6 . Booked: Pires, Silvestre.

    England: James 6 ; G Neville 7 , King 8 , Campbell 8 , A Cole 8 ; Beckham 6 , Lampard 8 , Gerrard 6 , Scholes 8 ; Rooney 9 , Owen 5 . Booked: Scholes, Lampard, James.

    Att: 64, 000. Referee: Merk (Ger) 7 Man of the match: Zidane (France)

    Substitutions: France: Sagnol (Silvestre, 79) to right-back, Gallas switched to centre-back; Wiltord (Pires, 76) like for like, Dacourt (Makelele, 90) like for like. England: Vassell (Owen, 69) like for like; Hargreaves (Scholes, 76) like for like; Heskey (Rooney, 76) like for like.

    France England

    57% Possession 43%

    5 Shots on target 3

    12 Shots off target 5

    5 Corners 2

    16 Fouls conceded 20

    77% Pass completion 76%

    3 Offside 1

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    Guardian Unlimited © Guardian Newspapers Limited 2004


    1) Parabéns ao Partido Socialista e a Ferro Rodrigues.
    1º Seria Sousa Franco
    2º António Costa
    2)- Parabéns ao Partido Comunista Português e a Carlos Carvalhas
    1ª Ilda Figueiredo
    2) – Parabéns ao Bloco de Esquerda e a Francisco Louça
    1º Miguel Portas (é o primeiro deputado do BE no Parlamento Europeu)
    NÃO ENTRAMOS EM LUTAS INTERPARTIDÁRIAS DENTRO DA ESQUERDA (Os elementos da nossa equipa votaram em partidos da esquerda diferentes)

    domingo, junho 13, 2004


    MUITO OBRIGADO, SALGUEIRO MAIA!Não te esqueceremos.


    É um blog de Esquerda não-Caviar que recomendamos assim como os que por este blog são publicitados.
    Quem tem ideais de Esquerda deve divulgá-los.
    Nunca poderemos esquecer a Resistência anti-fascista e aqueles que a respeitam. Muitos passaram muitas épocas de praia na cadeia! Outros foram torturados e assassinados pela PIDE.
    Ignorá-los ou tentar ridicularizá-los não é próprio de gente, efectivamente, de Esquerda.




    sábado, junho 12, 2004


    (Foto in Le Nouvel Obervateur, de 10 de Junho de 2004)


    VOTE CONTRA A COLIGAÇÃO FORÇA-SICÍLIA (pinheirista, gracista, assuncista)
    VOTE NA ESQUERDA PORTUGUESA - Tem muito por onde escolher!

    1) Ou vote no Partido Socialista (PS)
    2) ou vote no Partido Comunista Português (PCP) - Coligação CDU com Os Verdes -
    3) ou vote no Bloco de Esquerda (BE)
    4) Se não suporta nenhum destes partidos
    a) vote no PCTP-MRPP.
    b) Vá para a praia marítima ou fluvial
    c) Se é ecologista vá passear pela floresta
    d) Fique a transar o dia todo
    e) Nunca vote na Coligação PSD-PP (+ Bush + Tortura do Broche + Rumsfeld +Carlucci)



  • A bandeira que se vê por todo o lado foi a bandeira criada pelos anti-monarquia de 1910, foi a bandeira da esquerda portuguesa de 1910, dos esquerdistas de 1910.
    Salazar odiava a I República e a sua bandeira, era monárquico, como o seu amigo e mestre Mussolini, mas nunca teve força para reimplantar a monarquia, nem sequer par substituir a bandeira da liberdade.
    A bandeira da liberdade dos fundadores da República resistiu a 48 anos de fascismo bracarense-salazarista-marcelista e hoje é de novo a bandeira da Liberdade, a bandeira da esquerda que em 1910 acabou de vez com a monarquia, a bandeira da igualdade de todos os cidadãos perante a lei.
    Face a esta bandeira o sangue azul passou a não valer nada, os nobres passaram a ser iguais à plebe.
    É esta a bandeira da I República, é esta a bandeira da III República, é esta a bandeira de Portugal e da liberdade.
    O futebol é uma diversão, é um desporto de massas, que dá alegria no PRESENTE, as pessoas não acreditam «nos amanhãs que cantam» da direita portuguesa, querem viver, não no passado, nem num falso futuro, mas no presente.
    Muito mais alienante que o futebol é a política da direita.
    Os mais monstruosos programas das televisões portuguesas – TVI, SIC, RTP, 2, SIC-Notícias e outras são os chamados noticiários, que não passam de monumentais semões de hipocrisia, de impostura pró-Bush.
    Ser jornalista português é ser pró-Bush, vigarista, mentiroso, defensor do assassinato, da tortura, do roubo de poços de petróleo e de refinarias – a classe dos jornalistas portugueses é uma CLASSE DE CRIMINOSOS DE DELITO COMUM (salvo as honrosas excepções) – assassinato, tortura, roubo.
    O que vale é que também há jornalistas que não são pró-Bush como os que escreveram, o que se vê, noutra língua…

    sexta-feira, junho 11, 2004


    Vão hoje a enterrar dois políticos da esquerda, que morreram de morte natural, antes da média da idade prevista para morrer em Portugal, que é acima dos 75 anos.
    Sousa Franco, um católico de esquerda, enfrentou a morte com esperança – ter fé numa religião é algo de muito bom para os momentos de grande desespero e para o momento final.
    Lino de Carvalho, embora baptizado na religião católica era um homem agnóstico, isto é, nem acreditava nem deixava de acreditar – tinha dúvidas, que definem o agnosticismo. Nos momentos de desespero um agnóstico e um ateu não têm esperança, pensam que a morte é o fim, o fim absoluto, reduzidos a pó e nada mais.
    Kirkegaard escreveu «Desespero a Doença Mortal» - uma reflexão sobre o desespero humano.
    (Na equipa deste blog há quem tenha sido baptizado na religião católica e também quem não tenha sido baptizado em nenhuma religião)

    quinta-feira, junho 10, 2004


    Depois de Sousa Franco, morreu o deputado do PCP Lino de Carvalho, também de morte natural.
    Com ideias diferentes, um religioso outro não religioso, cada um com a sua ideologia procuravam um mundo melhor para os portugueses. Tinham em comum um aspecto fundamental para credibilizar a classe política – eram ambos homens honestos.
    Enviamos os pêsames à família de Lino de Carvalho e ao Partido Comunista Português.

  • «Por quem os sinos dobram» - Ernest Miller Hemingway