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Anti-Direita Portuguesa

ESQUERDA NÃO PARTIDÁRIA

LIVRE-PENSADORA

quarta-feira, maio 30, 2007

  • PORTUGAL – GREVE GERAL EM TEMPO DE CRISES

    1) Dantes a capital do Império era em Roma. A partir da publicação do Édito de Caracala todos os homens livres do Império Romano eram cidadãos romanos.
    Caracala era ‘francês’, porque nasceu em Lyon. Para o bem e para mal Caracala não era racista – tanto os homens livres do território do Império, do actual Sul da Alemanha, ao território do Estado de Israel. Tanto os ‘alemães’ como os judeus eram cidadãos romanos, assim como os homens livres do território da actual Líbia ou da Inglaterra. E também não era racista em relação aos escravos – havia escravos brancos, negros e mestiços.
    «Marcus Aurelius Antoninus (vulgo Caracalla ou Caracala; 4 de abril de 186 perto de Lugdunum (Lyon) – 8 de abril de 217 na Mesopotâmia) foi de 211 até sua morte Imperador Romano.»
    «O evento mais marcante do seu reinado talvez tenha sido a célebre Constitutio Antoniniana (também conhecida como Édito de Caracalla ou Édito de 212), na qual concedia a cidadania romana a todos os habitantes livres do império.»

    2) Há quem diga que o Ocidente, hoje, é um Império, com duas capitais, uma em Washington, outra em Bruxelas.

    3) È um facto que o Ocidente hoje funciona como um Império, só que os direitos dos homens livres parecem ser, proporcionalmente, inferiores aos do tempo de Caracala, devido aos exagerados chauvinismos ocidentais, do século XXI.

    4) Vivemos uma época de «Pão e Circo» até às próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos. As preocupações com os Direitos Humanos dentro do Ocidente são muito pequenas, embora não sejam nulas.

    5) Ora em Portugal a crise económica actual faz com que nem sequer haja «Pão e Circo».

    6) Devido à falta de «Pão» ocorreu uma greve geral, em Portugal.

    7) «O jovem desespera do futuro como de um presente in futuro; há no futuro qualquer coisa que não quer suportar, com a qual não quer ser ele próprio…» Estas palavras escritas por Kierkegaard em «Desespero a Doença Mortal» (p. 68) dão bem a ideia de MEDO, que atinge os portugueses assalariados, em relação ao futuro, não só os jovens.

    8) Paradoxalmente, esta sensação de MEDO DO FUTURO foi muito acentuada pelo governo do Partido Socialista, liderado por José Sócrates. Esse MEDO DO FUTURO é muito maior do que era nos governos do PSD de Durão Barroso e de Santana Lopes.



    9) Esta sensação de MEDO DO FUTURO é que levou muita gente a não fazer greve. Até já têm medo da Liberdade e da Democracia, têm MEDO de usarem os seus DIREITOS.


    10) Há pessoas, já de tal maneira destroçadas pelo «Sistema», que têm medo de fazer greve.


    11) Outras pessoas ainda não têm medo de usarem os seus Direitos. São estas as pessoas que fazem greve.